Cara de um Focinho de Outro: nova animação da Pixar mistura tecnologia, meio ambiente e consciência animal

A convite da Disney e Espaço Z, assisti a nova animação da Pixar, “Cara de um Focinho de Outro“, que estreia oficialmente nos cinemas em 5 de março de 2026, mas terá sessões antecipadas entre 28 de fevereiro e 1º de março em redes como Cinemark e Cinesystem (vale pesquisar na sua cidade).

Foto divulgação

E eu já começo dizendo: fazia tempo que eu não via uma animação inédita da Pixar que me prendesse tanto!

Dirigido por Daniel Chong — conhecido por criar Ursos Sem Curso — o filme acompanha Mabel, uma garota que desde criança é completamente apaixonada por animais. Logo na primeira sequência, a gente já entende quem ela é: aquela criança que salva sapo da escola, que liberta ratinho, que protege cobra. Ela cresce com essa paixão e leva isso para a faculdade.

É ali que ela se depara com uma tecnologia revolucionária capaz de transferir sua consciência para um corpo robótico, no caso, um castor mecânico. E é aí que a história ganha um tempero de ficção científica.

Mabel quer salvar a clareira, um lugar extremamente simbólico para ela, onde ia com a avó para aprender sobre controle emocional. A avó ensinava que, quando você participa de algo, você entende melhor o sentido das coisas, e aprende que não se pode controlar ninguém e nada. E olha… essa camada emocional é muito mais profunda do que parece.

Meio ambiente, emoção e crescimento

A grande ameaça vem do prefeito Jerry, que representa exatamente o que a gente vê acontecendo hoje: invasão, devastação e pouca preocupação com o habitat animal.

Foto divulgação

E aqui eu preciso dizer: como alguém que tem nove gatos e dois cachorros, foi impossível não me emocionar vendo os animais sendo expulsos da clareira.

O filme fala sobre preservação ambiental, mas também fala sobre:

  • Controle da raiva
  • Crescimento emocional
  • Puberdade
  • Pertencer a algo
  • Responsabilidade coletiva

E isso conecta com criança, adolescente, adulto e até com quem já passou dessa fase. Tem drama, tem tensão, tem desenvolvimento real da personagem. A Mabel cresce durante o filme. Não é só aventura. Existe consequência.

Ficção científica com coração

O recurso da transferência de consciência poderia ser só um artifício tecnológico vazio. Mas não é. Ele serve para colocar a protagonista literalmente na pele de quem está sendo afetado.

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A Pixar vem de uma fase cheia de sequências, Toy Story é uma dessas continuações, revisitações, então ver uma história inédita, com universo próprio foi simplesmente belíssimo. Dei risada, chorei me conectei e é isso que esperamos de filmes, animações.

“Cara de um. focinho de outro” mostra o que está acontecendo no mundo real: invadimos, destruímos e não justificamos nossas atituldes, mas claro que tudo isso é feito dentro da linguagem da Pixar, existe um padrão mas essa animação tem originalidade.

Acredito muito que o público vai abraçar essa história. Principalmente quem ama animais.


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