O primeiro, “Casagrande e seus Demônios”, atravessa o maior período dessa história: da infância ao pesadelo do vício em drogas, passando pelo auge como jogador de futebol. Em “Sócrates e Casagrande – Uma história de amor”, ele abre os bastidores de uma das dobradinhas mais eficientes (e marcantes) do futebol brasileiro. E em “Travessia”, entra no tema mais duro e mais real: tratamento e o caminho pedregoso da ressocialização.

Agora, esse material todo, sai do papel e vai direto para o palco: o ex-jogador e atual comentarista esportivo estreia no teatro com “Na Marca do Pênalti”, monólogo autobiográfico que faz estreia nacional dentro da Mostra Lúcia Camargo, no Festival de Curitiba 2026.
As sessões acontecem nos dias 03 e 04 de abril, às 20h30, no Teatro Guaíra (Guairão). Os ingressos do Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).
A peça é dividida em “dois tempos” de 45 minutos, como uma partida de futebol. A direção é de Fernando Philbert, mas o próprio Casagrande deixa claro que a experiência não nasce de um texto engessado, ela nasce da presença dele e do jeito como ele conta.
E aqui eu vou manter a fala dele exatamente como foi apresentada, porque isso diz muito sobre a proposta:
“O meu forte é a espontaneidade, ser eu mesmo, chegar na frente das pessoas e falar a verdade, sem roteiro. Eu não preciso de um roteiro. A minha vida eu tenho na cabeça. O que eu passei, o que eu fiz, o que eu deixei de fazer, as loucuras que aconteceram comigo, o fundo do poço, as glórias, as felicidades”
O título também tem intenção, e é ele mesmo que explica o porquê:
“A ideia do nome foi minha. Quantas decisões importantes na vida você teve que tomar?”
“Diariamente, nós ficamos na marca do pênalti. Não tem a ver com futebol, tem a ver com a vida”
Eu acho essa escolha muito certeira porque “marca do pênalti” é um lugar simbólico que todo mundo entende: aquele ponto em que você está sozinho com uma decisão, com um peso, com uma consequência, e não dá pra empurrar.
Quando a história do Casão vira a história de muita gente
Casagrande não é só personagem esportivo. Ele foi atacante brigador, ídolo de torcida gigante, e também teve um papel que atravessa o futebol: ao lado de Sócrates e Wladimir, virou a face pública da Democracia Corinthiana, movimento que, nos anos 1980, ajudou a impulsionar as Diretas Já e a redemocratização do país, mesmo com o time sendo monitorado pela ditadura.
Depois da carreira como jogador, ele se tornou um dos comentaristas esportivos mais polêmicos do Brasil, com opiniões contundentes inclusive para além do campo. E, ao mesmo tempo, viveu uma estrada pesada de autodestruição, pagando pedágios que muita gente conhece de perto. O texto deixa isso muito claro: ele encontrou redenção quando quase todo mundo já o considerava acabado.
E aí entra o ponto que, pra mim, explica por que esse monólogo tem chance de bater forte: Casagrande não está prometendo “história bonita”. Ele está prometendo troca.
“Na peça, vai rolar uma energia fortíssima, porque eu gosto da interação com a plateia. O público nesse monólogo se identifica com muitas coisas. Quase todas as famílias têm alguém com dependência química, ou um amigo. Você tem conhecidos que passam pela mesma coisa que eu passei. Eu começo contando a minha história, mas eu acho que quarenta minutos depois, trinta minutos depois, vira a nossa história.”
Esse trecho é muito revelador porque descreve exatamente o que acontece quando um relato pessoal é contado do jeito certo: ele deixa de ser “sobre o outro” e vira espelho, às vezes confortável, às vezes incômodo, mas espelho.
Serviço e informações do Festival
“Na Marca do Pênalti” estreia nacionalmente na Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba nos dias 03 e 04 de abril, às 20h30, no Teatro Guaíra (Guairão).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).
A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro. Acompanhe novidades pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e pelas redes: Facebook @fest.curitiba, Instagram @festivaldecuritiba e Twitter @Fest_curitiba.
Ficha técnica:
Com Walter Casagrande Junior
Direção e Idealização: Fernando Philbert
Dramaturgia: André Acioli, Fernando Philbert e Walter Casagrande Jr
Produção: SM Arte Cultura
Direção de Produção: Selene Marinho
Produção Executiva: Andre Roman – Teatro de Jardim
Iluminação: Wilmar Olos
Rede Social: Sergio Mastropasqua
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Registro e Edição de Vídeo: Ícarus Filmes
Operação de Vídeo: Rogério Marques da Silva Leonardo
Coordenação de Comunicação e Marketing: Livia Franceschinelli
Assessoria Artística: Vanessa Andrade.
Serviço:
Na Marca do Pênalti – Mostra Lucia Camargo
Local: Guairão – Rua Conselheiro Laurindo, 175 – Centro
Data: 03 e 04 de abril
Horário: 20h30
Classificação: 14 anos
Duração: 90 min
34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos:www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller – Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
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