Se tem uma parte do Festival de Curitiba que eu sempre digo que você precisa experimentar pelo menos uma vez, é a Mostra Fringe. Ela é aquele braço do festival que faz a cidade respirar arte fora do óbvio, com uma programação gratuita e acessível para todos os públicos, ocupando teatros, praças, parques e ruas de Curitiba e Região Metropolitana.

Pra você ter noção do tamanho: a Mostra Fringe reúne uma média de 300 espetáculos, produzidos por aproximadamente 1.800 artistas e técnicos, vindos de todos os estados do Brasil e também de outros países, como Argentina, Peru, Chile e Bolívia. E o dado que muita gente ama (porque ajuda MUITO a decidir): aproximadamente 40% das apresentações são gratuitas para a população.
Diferente de outras mostras, a Fringe não passa por curadoria. Funciona assim: companhias de teatro, circo, música, dança e várias outras vertentes artísticas entram por cadastro voluntário, e a programação se organiza por categorias como “Mostras”, “Espetáculos de Rua” e o “Circuito Independente”.
E sim, isso abre espaço para você topar com de tudo: do experimental ao popular, do grandão ao minimalista, do clássico ao totalmente maluco (no melhor sentido). É por isso que, muitas vezes, a Fringe vira o lugar onde a gente encontra as surpresas mais legais do festival.
Os espetáculos acontecem em mais de 70 espaços na Grande Curitiba, o que descentraliza o acesso à arte e coloca montagem em todo canto. E não é pouca gente que acompanha: a Mostra Fringe atrai, todos os anos, mais de 50 mil espectadores sendo um dos principais motores que aquecem a cena teatral e fortalecem companhias e espaços locais na região.
Rodada de Conexões: o momento “networking que vale”
Outro ponto importante: neste ano, a Fringe promove a terceira edição da “Rodada de Conexões”, uma ação que aproxima curadores e programadores de festivais e salas de teatro do Brasil com companhias presentes no Fringe e também com grupos radicados em Curitiba. Em outras palavras: é um espaço real de troca, visibilidade e chance de abrir portas pra circulação de trabalhos.
A Fringe também é reconhecida como o maior celeiro das artes cênicas do Brasil, e isso tem um efeito bem direto: todos os anos, ela atrai olheiros e produtores de elenco das maiores produtoras audiovisuais do país, que vão justamente para descobrir trabalhos e artistas — e, quem sabe, fazer convites para produções futuras.
Quer ir se planejando e ficar por dentro das novidades da Mostra Fringe? O caminho é simples: Instagram @mostrafringe.
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Respostas de 4
Esse post é um salva-vidas! Sempre fico meio perdido tentando filtrar o que vale a pena, então essas dicas de curadoria ajudam demais a montar um roteiro sem perder as pérolas do evento.