Depois de tantos anos, o terceiro capítulo chega com fórmula já conhecida: ilusionismo, golpes, reviravoltas, e um novo trio em cena.
Na trama, vemos três jovens ilusionistas assumindo o legado dos Quatro Cavaleiros, usando fama e truques para aplicar golpes — mas o plano maior é derrubar uma organização poderosa. A vilã Veronica (interpretada por Rosamund Pike) aparece para agitar as peças. A direção entrega cenas visuais legais, com efeitos atualizados, e as lutas/truques estão criativos. A química entre o elenco principal funciona muito bem — quando o trio está junto, o negócio é muito interessante.

Mas… (sempre tem um mas) o filme peca por não querer arriscar. A estrutura é quase espelho dos dois primeiros: introdução, golpe, reviravolta, explicação. Nada novo além de troca de rostos e cenário atualizado. É aquela sensação de “já vi isso”, sabe? Ainda assim, não é ruim — é um filme familiar, leve, diversão garantida para sessão da tarde com pipoca.
Os efeitos estão bons — considerando Hollywood atual — e visualmente o filme entrega. Só que às vezes parece que “ok, vamos repetir a fórmula porque vende”. E vende porque nostalgia move. E eu entendo. A gente vai pelo encanto de rever o mundo dos Cavaleiros, pelo espetáculo.
Se eu tivesse que apontar o melhor: a vilã Rosamund Pike está ótima, traz presença, charme e maldade com estilo. E o novo trio convence, traz frescor. Ainda que não revolucionem, cumprem.
No fim das contas, dou 3 estrelas de 5. Porque me diverti, me lembrei do primeiro filme e achei legal essa continuidade — mas porque também fiquei com vontade de algo que me surpreendesse de verdade, que quebrasse o molde.
Se você gosta de filmes de mágica, truques, golpes, e quer uma sessão leve, leve de novo, Truque de Mestre O 3º Ato é uma pedida certa.
Leia também:





