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Teatro

10 motivos para ver Walter Casagrande Jr no Festival de Curitiba 2026: estreia no teatro com “Na Marca do Pênalti” no Guairão

  • abril 3, 2026
  • Sarah Chanan

O monólogo autobiográfico “Na Marca do Pênalti” entra na programação da Mostra Lucia Camargo e traz Casagrande como protagonista para falar de futebol, vício e reconstrução pessoal. As sessões acontecem nos dias 03 e 04 de abril, às 20h30, no Guairão (Teatro Guaíra). Os ingressos estão à venda no www.festivaldecuritiba.com.br e também na bilheteria física do Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).

NA MARCA DO PÊNALTI - FOTÓGRAFO RONALDO GUTIERREZ - SM Arte Cultura
NA MARCA DO PÊNALTI – FOTÓGRAFO RONALDO GUTIERREZ – SM Arte Cultura

1) Porque ele tem história

Casagrande não é só ex-jogador. Ele foi atacante brigador, ídolo de uma das maiores torcidas do Brasil e, ao lado de Sócrates e Wladimir, virou a cara pública da Democracia Corintiana, movimento que, lá nos anos 1980, ajudou a empurrar as Diretas Já e a redemocratização do país. Ou seja: quando ele fala, não é “só esporte”. Tem contexto, tem política, tem vida real no pacote.

2) Porque a música brasileira entra em cena junto

Uma das coisas mais curiosas (e deliciosas) do Casão é o trânsito dele pela cultura brasileira além do futebol. Ao longo da carreira, ele foi amigo de nomes enormes: Rita Lee, Gonzaguinha, Titãs… e a promessa é que isso apareça nas histórias. Eu adoro quando um espetáculo de “futebol” abre esse tipo de janela, porque a vida não é um assunto só.

3) Porque Curitiba faz parte da narrativa dele

Tem um capítulo bem específico que conecta Casagrande à cidade: foi em Curitiba, em 1986, no Pinheirão, que ele fez o único gol da Seleção Brasileira num amistoso contra o Chile. E tem gente que jura que esse gol ajudou a garantir a vaga dele no time do Telê Santana, na Copa do Mundo do México naquele mesmo ano. Então sim: Curitiba entra no palco com ele.

4) Porque autenticidade é o “modo padrão” do Casão

Se tem uma palavra que cola no Casagrande é autenticidade. No pós-carreira, virou um dos comentaristas esportivos mais polêmicos do país, com opiniões contundentes e muitas vezes fora da caixinha, inclusive para além dos gramados. Ele não manda recado e não dá volta. E no teatro, isso pode virar um tipo de presença rara: aquela que não parece encenada.

5) Porque o espetáculo aposta na espontaneidade

Apesar de ter dramaturgia assinada a seis mãos por André Acioli, Fernando Philbert e pelo próprio Casagrande, o espetáculo não se vende como um roteiro fechado. Pelo contrário: ele se apoia justamente nos pontos fortes do Casão, comunicação direta, coragem e esse jeito de falar que parece “ao vivo” o tempo todo. A promessa é ver Casagrande em estado puro. Sem filtro.

6) Porque o Guairão é o “Maracanã dos teatros”

Essa comparação é maravilhosa e eu vou usar sem culpa: o ator Eduardo Moscovis já chamou o Guairão de “Maracanã dos teatros”. E se tem alguém acostumado com estádio lotado, é o Casão. Tem uma coisa simbólica aqui: o cara que veio do estádio agora pisa num palco gigante, e isso por si só já dá vontade de assistir.

7) Porque tem direção com assinatura forte

O espetáculo é dirigido por Fernando Philbert, que já foi indicado ao Prêmio Shell (o prêmio mais importante do teatro brasileiro) pelo espetáculo “Todas as Coisas Maravilhosas”, que inclusive já passou pelo próprio Festival de Curitiba. Então não é “celebridade no palco por hype”. Tem direção com repertório e olhar.

8) Porque é uma história de superação que muita gente conhece, e muita gente precisa ouvir

O Casagrande tem uma trajetória de reconstrução pessoal que marcou o esporte e a TV brasileira. Ele atravessou uma estrada difícil de vício e autodestruição, pagou pedágios pesados, e encontrou redenção quando muita gente já o considerava “acabado”. O texto cita, inclusive, quatro overdoses e um momento em que ele quase morreu num capotamento. Isso não é “drama pra vender”. É vida. E quando uma pessoa se coloca desse jeito, no palco, isso tem impacto.

9) Porque o público se reconhece (e isso muda a energia do espetáculo)

Tem monólogo que é palestra. E tem monólogo que vira espelho. Aqui, a expectativa é essa: a plateia se identifica porque, hoje, quase todo mundo conhece alguém que sofre com dependência química, ou tem isso atravessando a família de alguma forma. E, além disso, todo mundo já esteve “na marca do pênalti” em algum momento, naquele lugar de decisão que redefine a vida. O título é certeiro por isso.

10) Porque é estreia nacional

A peça teve uma espécie de ensaio geral no Teatro do Corinthians, em São Paulo. Mas, segundo o material, o pontapé inicial mesmo, oficial, como estreia nacional, acontece no Festival de Curitiba. E eu não sei você, mas eu adoro esse tipo de sensação: estar na cidade onde a coisa começa.

Release por Sandoval Matheus, reescrito por Sarah Chanan


Serviço — “Na Marca do Pênalti” (Walter Casagrande Jr)

Quando: 03 e 04 de abril
Horário: 20h30
Onde: Guairão (Teatro Guaíra), Curitiba
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e bilheteria física do Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico)


A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, Renault e Geely, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná, Itaipu Binacional e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro e Paraná Festivais – Governo do Paraná. No site oficial, dá para conferir os espetáculos com acessibilidade em audiodescrição e intérpretes de Libras.

Ficha técnica:

Com Walter Casagrande Junior

Direção e Idealização: Fernando Philbert

Dramaturgia: André Acioli, Fernando Philbert e Walter Casagrande Jr

Produção: SM Arte Cultura

Direção de Produção: Selene Marinho

Produção Executiva: Andre Roman – Teatro de Jardim

Iluminação: Wilmar Olos

Rede Social: Sergio Mastropasqua

Fotos: Ronaldo Gutierrez

Registro e Edição de Vídeo: Ícarus Filmes

Operação de Vídeo: Rogério Marques da Silva Leonardo

Coordenação de Comunicação e Marketing: Livia Franceschinelli

Assessoria Artística: Vanessa Andrade.

Serviço:
Na Marca do Pênalti – Mostra Lucia Camargo
Local: Guairão – Rua Conselheiro Laurindo, 175 – Centro
Data: 03 e 04 de abril
Horário: 20h30
Classificação: 14 anos
Duração: 90 min

34.º Festival de Curitiba
Data:
De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85  (mais taxas administrativas).
Ingressos:www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller – Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.


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