Amadurecimento é tema central da 15ª edição do Olhar de Cinema

O amadurecimento marca a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que segue até o dia 13 de junho em diferentes salas e espaços culturais da capital paranaense.

“A Holandesinha” – CRED. OLHAR DE CINEMA

Neste ano, o festival adotou o conceito “Coming of Age” como tema central. No cinema, o termo costuma aparecer em histórias de crescimento, descobertas e transformações. No caso do Olhar de Cinema, ele funciona também como uma metáfora para a própria trajetória do evento.

Além disso, a temática aparece na identidade visual da edição, criada pelo artista Rafael Silveira, conhecido por obras inventivas, marcadas por um estilo único e por fortes elementos surrealistas.

Amadurecimento representa a evolução do festival

Ao completar 15 edições, o Olhar de Cinema chega a um momento de consolidação. O festival mantém sua essência, mas também mostra as mudanças naturais de quem cresceu, se adaptou e encontrou novas formas de dialogar com o público.

Segundo Antonio Gonçalves Jr., diretor do Olhar de Cinema, esse processo de amadurecimento foi fundamental para que o evento chegasse ao formato atual.

“O Olhar de Cinema conta atualmente com um formato maduro. Algumas coisas mudaram desde que começamos, mas o coração é o mesmo, o cerne é o mesmo, assim como a estrutura, mas essas adaptações só foram possíveis devido ao amadurecimento”, comenta Antonio Gonçalves Jr.

Dessa forma, o festival usa o conceito de amadurecimento não apenas como tema visual, mas também como uma reflexão sobre sua própria história.

Rafael Silveira assina a identidade visual da edição

A identidade visual da 15ª edição foi criada pelo artista Rafael Silveira. Suas obras costumam misturar imaginação, surrealismo e uma estética muito particular.

Para o artista, pensar o conceito Coming of Age também foi uma forma de refletir sobre o tempo, as fases da vida e as mudanças no modo como enxergamos o mundo.

“Fiquei pensando sobre o significado desta expressão. Seus desdobramentos. O que realmente muda quando a idade chega? Cada fase da vida revela uma série de descobertas. Não é só o mundo que muda. Nós mudamos. Nosso olhar sobre a mesma coisa muda também. É como se o tempo fosse um vento que nos transporta para além da neblina, um lugar mágico onde a paisagem se revela e nos dá o privilégio de ter uma visão panorâmica da vida”, comenta Rafael Silveira.

Com isso, a arte da edição traduz visualmente a ideia de passagem, descoberta e transformação.

Coming of Age também aparece nos filmes da programação

Além de estar presente na identidade visual, o amadurecimento também atravessa a programação do festival.

Vários filmes selecionados abordam jornadas de autodescoberta, pertencimento, memória, identidade, crises pessoais e relações familiares. Por isso, o tema aparece em diferentes gêneros, formatos e estilos de produção.

Entre os destaques estão “Futuro Futuro”, de Davi Pretto; “Quase Inverno”, de Rodrigo Grota; e “A Holandesinha”, de João Gabriel Kowalski e Luisa Godoi.

A seguir, confira sete filmes que retratam o amadurecimento nesta edição do Olhar de Cinema.

“Pinguim de Doce de Leite”

Direção: Ana Vitória Miotto Tahan
Brasil | 2026 | 22 minutos

“Pinguim de Doce de Leite” acompanha futuras lembranças sendo formadas em uma noite goiana qualquer.

Nos fundos da casa da avó, Caju, uma criança de 10 anos, vive sua primeira madrugada em claro com os amigos de seu tio Tiago, um jovem rebelde.

Dessa forma, o curta observa a infância em um momento de descoberta, convivência e memória em formação.

Sessões:
12 de junho, às 19h45 – Cinemateca de Curitiba
13 de junho, às 13h15 – Cinemateca de Curitiba

“Futuro Futuro”

Direção: Davi Pretto
Brasil | 2025 | 86 minutos

Parte da mostra Exibições Especiais, “Futuro Futuro” chamou atenção após receber o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial no 58º Festival de Brasília.

A trama se passa em um futuro próximo e acompanha K, um homem sem memória. Depois de usar um estranho dispositivo de inteligência artificial criado para ajudar pessoas com uma nova síndrome neurológica, ele embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar seu lugar no mundo.

Assim, o filme dialoga com temas como identidade, memória, tecnologia e deslocamento.

Sessão:
11 de junho, às 20h10 – Cine Passeio, Sala Luz

“A Holandesinha”

Direção: João Gabriel Kowalski e Luisa Godoi
Brasil | 2026 | 90 minutos

“A Holandesinha” acompanha Luiza Godoi Acosta, uma jovem com Síndrome de Down que sonha em ser cineasta.

Durante o documentário, ela realiza seu primeiro curta-metragem, “Lágrimas de um Pierrot”, uma história sobre encontros e desencontros durante uma festa de Carnaval.

Além disso, o filme percorre todas as etapas do processo criativo, revelando sua visão de mundo, os desafios enfrentados e as superações diante do capacitismo.

Produzido no interior do Paraná, o longa celebra a inclusão e afirma o cinema como espaço de possibilidades, pertencimento e perseverança.

Sessão:
8 de junho, às 20h – Cine Passeio, Sala Ritz, com Libras

“Quase Inverno”

Direção: Rodrigo Grota
Brasil | 2026 | 93 minutos

Produção paranaense, “Quase Inverno” acompanha três irmãs que retornam para a fazenda onde nasceram.

Em meio ao reencontro com o irmão, elas recebem a visita de militares e precisam encarar questões e segredos do passado.

O filme explora dramas como crise de identidade, pertencimento e dificuldades para lidar com sentimentos antigos. Por isso, também conversa diretamente com a ideia de amadurecimento proposta pela edição.

Sessões:
11 de junho, às 20h45 – MON, Auditório Poty Lazzarotto
12 de junho, às 13h30 – Cinemateca de Curitiba, sessão com acessibilidade na tela, Libras e legenda descritiva
12 de junho, às 18h – Cine Passeio, Sala Ritz

“A Noite Já Está Partindo”

Título original: “La noche está marchándose ya”
Direção: Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas
Argentina | 2025 | 104 minutos

Pelu, na casa dos trinta, é o humilde projecionista de um cineclube municipal. No entanto, diante da crise, ele precisa se tornar também o vigia noturno do cinema.

Com o tempo, o local se transforma em seu novo lar. Pouco a pouco, uma pequena comunidade começa a se formar dentro do cinema após o horário de fechamento.

Ela é composta por um grupo de “laranjinhas”, que dormem ali, e por Vale, uma ex-colega de escola que usa o espaço para gravar vídeos para o OnlyFans.

Sessões:
11 de junho, às 18h15 – MON, Auditório Poty Lazzarotto
12 de junho, às 15h40 – Cine Passeio, Sala Ritz

“Pirexia”

Direção: Nico da Costa
Brasil | 2026 | 20 minutos

Em “Pirexia”, Baby, um rockstar em ascensão, é atormentado por uma febre que o impede de criar novas músicas.

Ao receber uma ligação de Pepeu, seu ex-companheiro musical e ex-amante, os dois decidem compor uma última música juntos. A canção surge como uma melodia de cura e ressurreição para ser tocada em uma noite de lua de sangue.

Sessões:
10 de junho, às 13h45 – Cinemateca de Curitiba, sessão com acessibilidade na tela, Libras e legenda descritiva
10 de junho, às 19h45 – Cinemateca de Curitiba
11 de junho, às 15h15 – Cinemateca de Curitiba

Direção: Affonso Uchôa
Brasil | 2026 | 45 minutos

“Disciplina”

“Disciplina” acompanha Kelly, uma jovem professora de Português que começa a dar aulas em uma escola pública.

Durante uma aula, ela discute com Nicolas, aluno do segundo ano. Os dois precisam resolver o conflito diante do diretor.

A discussão traz aprendizados para ambos. Kelly entende que, na periferia do Brasil, a exceção é a regra. Já Nicolas aprende que é preciso reconstruir o presente para conseguir enxergar o futuro.

Sessões:
9 de junho, às 20h – Cinemateca de Curitiba
10 de junho, às 13h45 – Cinemateca de Curitiba, sessão com acessibilidade na tela, Libras e legenda descritiva
10 de junho, às 15h45 – Cinemateca de Curitiba

Outros filmes também abordam amadurecimento

Além dos sete títulos destacados, outros filmes da programação também se aproximam do tema do amadurecimento.

Entre os curtas estão “Theo”, de Monica Palazzo e Jo Galvv; “Dragão”, de Yashira Jordán; “Marimbã Está Acontecendo”, de Maryn Marynho; e “Cerimônia”, de Fabio Ramalho, André Antonio e Chico Lacerda.

Já entre os longas estão “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, de Janaína Marques; “Bouchra”, de Orian Barki e Meriem Bennani; “Olhe Para Mim”, de Rafhael Barbosa; “Reparação”, de Marcus Curvelo; e “A Noite e os Dias de Miguel Burnier”, de João Dumans.

Com isso, o tema se espalha pela programação em diferentes perspectivas, passando por infância, juventude, corpo, família, memória, identidade e futuro.

Olhar de Cinema segue até 13 de junho

O 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba segue até o dia 13 de junho, com sessões em diferentes espaços da capital paranaense.

Os ingressos estão à venda pelo site oficial do festival, com valores entre R$ 8, meia-entrada, e R$ 18.

Além disso, o evento ainda conta com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e em algumas sessões no MON.

Mais informações estão disponíveis no site oficial: www.olhardecinema.com.br.

Serviço

Evento: 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho
Site oficial: www.olhardecinema.com.br

Redes sociais:
Instagram: www.instagram.com/Olhardecinema
Facebook: www.facebook.com.br/Olhardecinema
TikTok: @olhardecinema
X/Twitter: @Olhardecinema_

Produção: Grafo Audiovisual
Patrocínio master: Terminal de Contêineres de Paranaguá
Patrocínio: Itaú, Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar
Apoio: Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC – Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Projeto Paradiso e Uninter
Apoio cultural: MON
Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal


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