Rejane Faria estreia dois longas no Olhar de Cinema 2026: “Yellow Cake” abre o festival e “Olhe Para Mim” entra na Competitiva Brasileira

Rejane Faria vive um dos momentos mais movimentados de sua carreira em 2026. Recentemente, a atriz apareceu como Chica na novela “Três Graças”, ao lado de Otávio Muller. Agora, ela também protagoniza dois longas que estreiam na programação do 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, um dos eventos mais importantes do cinema no Brasil.

Rejane Faria em “Yellow Cake” e “Olhe Para Mim”
Rejane Faria em “Yellow Cake” e “Olhe Para Mim”

O festival acontece de 4 a 13 de junho e ocupa várias salas e espaços da cidade. Além disso, dentro dessa programação, Rejane Faria aparece em dois filmes bem diferentes entre si.

Ainda assim, os dois projetos têm algo em comum: ambos partem de um Brasil muito específico e transformam essas histórias em cinema com força para conversar com o mundo.

Rejane Faria em “Yellow Cake” e “Olhe Para Mim”

A presença de Rejane Faria no Olhar de Cinema acontece por meio de dois longas: “Yellow Cake”, de Tiago Melo, e “Olhe Para Mim”, de Rafhael Barbosa.

Por um lado, “Yellow Cake” aposta na ficção científica com crítica social. Por outro, “Olhe Para Mim” mergulha na fantasia alegórica, na estrada e no imaginário do Rio São Francisco.

“Yellow Cake” abre o Olhar de Cinema com sessão especial na Ópera de Arame

Um dos projetos é a ficção científica “Yellow Cake”, dirigida pelo pernambucano Tiago Melo.

O filme abre a edição deste ano do Olhar de Cinema com uma sessão especial na Ópera de Arame, para um público de cerca de 1.500 pessoas. Com isso, a exibição marca a estreia nacional do longa.

Na trama, Rejane Faria interpreta Rúbia, uma cientista nuclear envolvida em um projeto secreto. A missão é erradicar o Aedes aegypti usando urânio extraído da região.

Além disso, o elenco também conta com Tânia Maria, de “O Agente Secreto”.

Outro detalhe importante é que “Yellow Cake” teve estreia mundial no Festival de Roterdã. Portanto, o filme chega ao Olhar de Cinema com uma trajetória internacional já iniciada.

“Olhe Para Mim” mistura feitiçaria, estrada e o imaginário do São Francisco

O outro longa é a fantasia alegórica “Olhe Para Mim”, do cineasta Rafhael Barbosa.

Aqui, Rejane vive Sandra, uma feiticeira que carrega o filho em uma viagem guiada pelos sonhos e pelo canto de uma entidade poderosa. Essa entidade é descrita como meio mulher e meio ave.

No filme, ela contracena com Luciano Pedro Jr, de “Carro Rei” e “Cangaço Novo”, que interpreta o filho Ivan. Além disso, o estreante Ulisses Arthur vive Marcelo, o jovem que embarca na jornada com os dois viajantes.

A partir daí, nasce um road movie pelas margens do Rio São Francisco.

Além disso, “Olhe Para Mim” carrega um marco para o audiovisual local. O filme é o primeiro longa de ficção realizado com edital público em Alagoas a chegar ao circuito.

Por isso, a obra reforça a força de uma cinematografia que já vinha aparecendo com curtas premiados em festivais nacionais e internacionais.

A fala de Rejane Faria resume bem esse momento

Eu gosto quando o artista consegue nomear o que está vivendo, sem pose. E Rejane Faria fez isso de um jeito muito bonito ao celebrar sua presença em dois filmes dentro do Olhar.

Inclusive, mantenho a fala na íntegra porque ela é o coração desse release:

“Eu me sinto muito realizada sendo parte de dois longas integrantes do Olhar de Cinema. Não só pela grandeza e importância do evento, mas também por ser uma atriz mineira protagonizando dois filmes do Nordeste brasileiro. Esse emaranhado de culturas me ensina como o Brasil é rico em sua pluralidade e de como a arte me possibilita reconhecer e traduzir comportamentos diversos, e entregar para o público personagens instigantes. Se o mundo deseja nos parar, nós, ao contrário, desejamos movimentá-lo”.

Rejane Faria também está nos cinemas e no streaming

Além de “Yellow Cake” e “Olhe Para Mim”, Rejane Faria também está em cartaz nos cinemas com “Cinco Tipos de Medo”.

O filme, dirigido por Bruno Bini, foi o grande vencedor do Kikito de Melhor Filme no último Festival de Gramado. A narrativa em espiral conecta diferentes histórias e reúne nomes como Bella Campos, Xamã, Bárbara Colen e Rui Ricardo Diaz.

Ao mesmo tempo, a atriz vai retomar a parceria com o diretor Gabriel Martins no drama “Vicentina Pede Desculpas”. O filme é produzido pela Filmes de Plástico em parceria com a Netflix.

Ainda não há data de estreia. No entanto, a história já chama atenção.

A trama acompanha Vicentina, uma mulher de 75 anos que precisa lidar com a morte do filho. Ele era motorista de ônibus e sofre um acidente trágico ao cair com o veículo de cima de um viaduto.

Depois disso, começam especulações sobre um possível suicídio. Por isso, Vicentina decide procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas.

O filme, inclusive, antes mesmo de estrear, já aparece em listas de títulos com apelo para representar o Brasil no Oscar.

E, como se não bastasse, Rejane também está no elenco de “Levantados do Chão”, terror dirigido por Marcos Neto. A produção foi selecionada para o Blood Window Showcase, no Marché du Film de Cannes 2026.

Uma carreira construída com calma, estudo e muita estrada

Rejane Faria é de Belo Horizonte e tem uma trajetória marcada por muitas camadas. Ela é atriz, diretora, professora, dubladora e apresentadora.

Ainda jovem, cantava em uma banda de garagem formada por amigos do bairro Lagoinha. O grupo se apresentava em barzinhos e também participava de festivais no interior de Minas.

Mais tarde, já casada e mãe de dois filhos, ela se encantou com o grupo de teatro dos Correios, empresa onde trabalhou na área cultural.

Foi ali que Rejane entendeu que ser atriz era o seu caminho. Depois disso, ela estudou Artes Cênicas no Uni-BH e se formou em Teatro pela UFMG.

Na UFMG, fundou, com amigos, o grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum. A trupe autoral e experimental é reconhecida nacional e internacionalmente, com mais de 15 anos de estrada e pesquisa continuada em atuação.

Depois, já reconhecida e premiada, ela deu outro passo importante. A atriz foi convidada pela Filmes de Plástico e estreou no audiovisual. Daí em diante, não parou mais.

Entre os trabalhos no cinema citados no material estão “Cinco Tipos de Medo” (2026), “A Melhor Mãe do Mundo” (2025), “O Último Episódio” (2025), “Paterno” (2022), “Marte Um” (2022) e “Temporada” (2028).

Na TV, ela participou recentemente das novelas “Três Graças” e “Vale Tudo”. Além disso, também integrou as séries “Segunda Chamada”, do Globoplay, e “Notícias Populares”, do Canal Brasil.

Rejane Faria no Olhar de Cinema: datas, horários e ingressos

Agora, vamos à parte prática para quem quer acompanhar os filmes no festival.

Filme de abertura

“Yellow Cake”
Dir. Tiago Melo | Brasil | 2026 | 97’

Sessão: 4 de junho, às 19h30
Ingressos: https://olhardecinema.com.br/ingressos

Sinopse:
Na cidade de Picuí, no Brasil, um grupo de cientistas tenta erradicar o mortal mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, por meio de um experimento utilizando urânio.

Quando o plano fracassa e o caos se instala, uma cientista brasileira determinada, com a ajuda de mineradores locais, precisa deter a catástrofe antes que seja tarde demais.

Mostra Competitiva Brasileira de Longas-Metragens

“Olhe Para Mim”
Dir. Rafhael Barbosa | Brasil | 2026 | 89’

Sessões: 6 de junho, às 21h15 | 7 de junho, às 13h45 e 20h15
Ingressos: https://olhardecinema.com.br/ingressos

Sinopse:
Dez anos após o desaparecimento de sua mãe durante a grande festa religiosa da cidade, Marcelo ainda lida com as consequências de sua ausência.

Na véspera de mais uma festa, ele conhece dois misteriosos viajantes: Sandra e seu filho Ivan.

Marcelo fica fascinado pela dupla e embarca na viagem. No entanto, no caminho, descobre que eles estão prestes a cruzar uma fronteira perigosa.

Sobre a Olhar Filmes

A Olhar Filmes nasceu do desejo de buscar pluralidade de experiências, visões de mundo e diversidade.

Sua proposta é transpor fronteiras entre ficção e realidade. Dessa forma, a distribuidora promove filmes que dialogam com a contemporaneidade e com a multiplicidade de narrativas.

Os filmes distribuídos pela Olhar já passaram por festivais como Cannes, Sundance, San Sebastian, Berlim, Rotterdam, BFI London, Dok Leipzig, Frameline, Indie Lisboa, Gramado, Mostra São Paulo e Festival do Rio.

Ao todo, são mais de 700 participações e 150 prêmios.

Desde 2005, a distribuidora lançou filmes no Brasil e fora do país. Recentemente, também lançou sua própria plataforma, a OlharPlay, com um catálogo amplo.

Além disso, os títulos da distribuidora também estão disponíveis em plataformas como Globoplay, Telecine, Netflix, Mubi, Prime Video e Apple TV.

Entre os filmes citados no material estão “Meu Corpo é Político”, “Nóis por Nóis”, “Os Primeiros Soldados”, “Alice Júnior”, “Meu Nome é Daniel”, “Assexybilidade”, “Vento Seco”, “A Mesma Parte de Um Homem”, “UÝRA, A Retomada da Floresta”, “Rafiki” e “Praia Formosa”.

Por fim, mais informações estão disponíveis no site oficial: www.olharfilmes.com.br.

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