As Amazônias reúne Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos na CAIXA Cultural Curitiba

O espetáculo “As Amazônias” chega à CAIXA Cultural Curitiba para uma temporada entre os dias 6 e 9 de agosto de 2026. No palco, três importantes vozes femininas da região Norte do Brasil se encontram: Aíla, do Pará; Djuena Tikuna, do Amazonas; e Patrícia Bastos, do Amapá.

Temporada do espetáculo “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba vai de 6 a 9 de agosto
Créditos da foto: Andressa Guerra
Temporada do espetáculo “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba vai de 6 a 9 de agosto   
Créditos da foto: Andressa Guerra 

A apresentação acontece de quinta a sábado, às 20h, e no domingo, às 19h. Além disso, os ingressos têm valores acessíveis, com entradas a R$ 10 e meia-entrada a R$ 5.

Com música, artes visuais e tecnologia, “As Amazônias” propõe uma experiência audiovisual sobre territórios, memórias e diferentes modos de existir na Amazônia.

As Amazônias une música, imagem e território

Em “As Amazônias”, a música se encontra com as artes visuais para criar uma performance que aproxima palco, imagem e tecnologia.

Ao mesmo tempo, o espetáculo apresenta diferentes territórios da Amazônia por meio das trajetórias de três artistas que carregam vivências, sonoridades e ancestralidades próprias.

Por isso, a montagem não trata a Amazônia como um lugar único. Pelo contrário, ela apresenta a região como um território múltiplo, formado por muitas culturas, línguas, histórias e expressões artísticas.

Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos dividem o palco

No palco da CAIXA Cultural Curitiba, as três artistas conectam tradições indígenas, matrizes afro-amazônicas e música contemporânea.

Patrícia Bastos leva ao espetáculo os ritmos tradicionais do Amapá, como o marabaixo e o batuque do Curiaú.

Djuena Tikuna apresenta cantos em sua língua originária, reafirmando o canto como forma de memória, resistência e continuidade de seu povo.

Enquanto isso, Aíla ecoa a música contemporânea do Pará, com referências que passam pelo brega, carimbó, zouk love, música latina e experimentações sonoras.

Dessa forma, o encontro entre as três vozes constrói um retrato plural da Amazônia contemporânea.

Patrícia Bastos representa a força musical do Amapá

Cantora e compositora, Patrícia Bastos é uma das principais vozes da Amazônia brasileira.

A artista já concorreu ao Grammy Latino e é reconhecida por traduzir em música as sonoridades e narrativas do Amapá.

Em “As Amazônias”, Patrícia leva ao palco os sons afro-amazônicos de seu território. Além disso, sua presença reforça a importância do marabaixo e do batuque como expressões de memória, identidade e celebração.

Para a cantora, dividir o palco com Aíla e Djuena Tikuna também carrega um sentido afetivo.

“Cantar com as minhas manas é muito especial, a gente carrega conexões que só quem é da região Norte entende. Levo comigo, com muito orgulho, os sons afro-amazônicos do Amapá, do marabaixo ao batuque, e a gente se mistura num festejo bonito de vida e sonhos”, afirma Patrícia Bastos.

Temporada do espetáculo “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba vai de 6 a 9 de agosto   
Créditos da foto: Andressa Guerra 
Temporada do espetáculo “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba vai de 6 a 9 de agosto   
Créditos da foto: Andressa Guerra 

Aíla assina a criação e direção artística do espetáculo

Multiartista paraense, cantora, diretora artística e pesquisadora musical, Aíla é uma das figuras centrais da música contemporânea produzida na região amazônica.

Além de estar em cena, ela também é criadora e diretora artística de “As Amazônias”.

Sua trajetória transita entre o pop do Pará, a música latina e canções artivistas. Por isso, sua presença amplia o diálogo entre tradição, experimentação e reflexão política.

Para Aíla, o espetáculo revela a força das múltiplas Amazônias que coexistem na região.

“Neste espetáculo, ecoamos um pouco dessa imensa diversidade sonora e feminina da região, seja na latinidade, nas nossas ancestralidades, cores, figurinos e no jeito de cantar as nossas tradições e referências. Somos três mulheres representando um pouco dessa gigante Amazônia, que aqui referenciamos como Amazônias, pois somos muitas, plurais e múltiplas.”

Djuena Tikuna canta memória e resistência

A presença de Djuena Tikuna amplia o encontro ao trazer para o centro do palco a força dos povos originários.

Diretamente do Amazonas, a artista canta suas composições integralmente na língua Tikuna. Assim, sua música afirma o canto como forma de existência, memória e resistência.

Para Djuena, cultura e vida são inseparáveis.

“Para nós, povos indígenas, a cultura é a nossa vida. Enxergamos o mundo com os olhos da cultura. A luta pelo território, por educação e saúde diferenciada é uma luta pela cultura”, comenta.

Além disso, a artista destaca a Amazônia como um espaço de encontro entre diferentes povos e expressões.

“A Amazônia é morada de resistências. Somos tantos povos que dialogam e se conectam através da arte para manter viva a nossa essência. Juntos nós somos a floresta que pulsa viva, multicolorida, plural e infinita.”

Repertório conecta línguas, afetos e ancestralidades

Durante o espetáculo, os encontros entre as artistas também aparecem na escolha do repertório.

Em um dos momentos da apresentação, Aíla interpreta em português uma composição de Djuena Tikuna, traduzida da língua Tikuna.

Na canção, elas entoam: “A nossa aldeia é o mundo, somos todos da mesma aldeia”.

Assim, “As Amazônias” transforma o palco em um espaço de escuta, tradução, troca e pertencimento.

Além disso, o repertório mostra como diferentes idiomas, ritmos e memórias podem se encontrar sem perder suas singularidades.

Espetáculo valoriza as múltiplas Amazônias

A temporada de “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba reúne experiências, idiomas e diferentes formas de expressão da Amazônia contemporânea.

Ao unir Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos, o espetáculo destaca a presença feminina na música da região Norte.

Além disso, a montagem propõe uma reflexão sobre ancestralidade, território, resistência, cultura e futuro.

Por isso, a apresentação é uma oportunidade para o público curitibano conhecer vozes que carregam diferentes modos de cantar, lembrar e existir na Amazônia.

Ingressos para As Amazônias

Os ingressos para “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba custam R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada.

A meia-entrada é válida para clientes CAIXA e para os casos previstos em lei.

As entradas estão disponíveis na bilheteria presencial da CAIXA Cultural Curitiba e também pela bilheteria virtual.

Serviço

Show: As Amazônias
Artistas: Aíla, do Pará; Djuena Tikuna, do Amazonas; e Patrícia Bastos, do Amapá
Data: 6 a 9 de agosto de 2026
Horários: quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba/PR
Classificação: livre
Ingressos: R$ 10 inteira e R$ 5 meia-entrada
Meia-entrada: clientes CAIXA e casos previstos em lei
Bilheteria presencial: ingressos disponíveis na CAIXA Cultural Curitiba
Bilheteria virtual: www.caixacultural.gov.br/Paginas/Curitiba.aspx


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